Plástico de fonte renovável e não renovável: qual a diferença?

Há muito tempo o plástico é um elemento utilizado e normalizado em muitas esferas na nossa sociedade: embalagens, garrafas, sacolas, utensílios domésticos, pessoais… São infinitas as opções de produtos feitos através desse material.

Que o plástico é um dos maiores inimigos da natureza, isso não é novidade. Mas sabia que alguns plásticos são piores que outros? E que existem vários tipos de plásticos por aí?

Preparamos um material explicativo que vai te ajudar a entender melhor sobre isso, e quem sabe, quando você for comprar algo feito desse material, você não escolha uma opção mais sustentável?

Bora conhecer?

Começando pelo plástico mais convencional e comercializado hoje: o derivado de petróleo. Eles se referem ao plástico de fonte não-renovável, e existem vários tipos desse material. E infelizmente esses são os que mais causam danos à natureza.

Isso se dá por conta de que a maioria dos materiais produzidos à base de petróleo não podem ser reciclados, ou se são, geralmente se reciclam apenas uma vez (e olhe lá!).

O plástico convencional perde a sua qualidade conforme é reciclado, portanto não é possível que façamos isso várias vezes. Além disso, muitas empresas acabam não reciclando o plástico que produzem, pois não conseguem moldar eles da forma desejada, e nem dar a cor que desejam ao material (azul, verde, rosa, roxo…). Portanto, ele acaba sendo descartado de um jeito, ou de outro.

Esses materiais demoram cerca de 400 anos para se decompor. E uma curiosidade legal (e preocupante) é que: ele foi  criado em 1862, ou seja, nenhum plástico convencional fabricado no mundo ainda se decompôs, e isso não está nem perto de acontecer.

Outro tipo de plástico são os de fonte renovável, conhecidos como bioplásticos: ou seja, não se derivam do petróleo. Eles podem ser feitos à base de amido de milho ou arroz, cana-de-açúcar, soja.

Esse material leva menos tempo para se decompor devido a presença de enzimas que aceleram o processo de degradação.

O processo de degradação desse tipo de plástico só acontece se for realizado o descarte correto e a coleta seletiva desse material, pois caso isso não ocorra, ele acabará ficando na natureza por muito mais tempo que o ideal.

É necessário levá-lo para uma usina de compostagem, onde ele será colocado em condições favoráveis para a sua degradação: temperatura, luz, umidade, calor, todos esses fatores contribuem para a proliferação de microorganismos que irão degradar esse material em até 180 dias.

Outro tipo de plástico é o oxidegradável, mas com este devemos tomar muito cuidado. Esse material vem sendo comercializado por diversos países com a premissa de que eles se degradam de forma mais rápida no meio-ambiente. Porém, segundo estudos realizados pela Nova Economia do Plástico da Fundação Ellen MacArthur, esse material não é benéfico para a natureza pois ao se degradar, geram substâncias nocivas e perigosas que poluem as águas de rios e mares, e afetam ecossistemas.

Nesse tipo de plástico, são adicionados aditivos oxidegradáveis, que aceleram o processo de degradação porém resultam em substâncias que afetam o meio-ambiente de forma negativa. 

Através desses problemas, a Fundação Ellen MacArthur elaborou documentos que propõem a proibição do uso de aditivos oxidegradáveis em produtos e embalagens plásticas em todo o mundo. O documento foi assinado por mais de 150 organizações de diversos países. No Brasil apenas a ABIPLAST (Associação Brasileira da Indústria do Plástico) assinou o documento.

O uso do plástico demasiado na sociedade acarreta em diversos problemas no equilíbrio de ecossistemas e apresenta um risco real para a humanidade. O movimento blue beauty luta pelo fim do descarte incorreto de embalagens de cosméticos, que poluem oceanos e matam animais e plantas aquáticas anualmente. 

Aqui na TERRAL, utilizamos plástico de fonte 100% renovável em algumas de nossas embalagens, feito através da cana-de-açúcar.

Além disso, possuímos o selo EuReciclo, que garante que nossas embalagens sejam recicladas por todo o país.

Para nós, cultivar escolhas que minimizem o impacto ambiental é prioridade, e muito importante. Evite o plástico a todo custo, mas se não for possível, tente optar por tipos que não afetam de forma tão degradante a natureza. Preserve, repense, reuse, recicle.

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