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A Conexão com a Natureza e a Espiritualidade

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No período das revoluções científicas e industriais, o homem passou a enxergar-se como distinto e separado da natureza. O antropocentrismo sinalizou o homem como superior ao meio, as relações entre humanidade e natureza foram resumidas na mercantilização de recursos naturais e de animais. A ciência denominou que o universo se estende pela matemática, e tudo aquilo que não pode ser tocado, visto ou medido na natureza, não existe.

Infelizmente, o homem passou a esquecer de cultivar a sua espiritualidade, valorizar a sua intuição, reconhecer seus sentimentos e caminhar em busca pelo conhecimento mental, o autoconhecimento, a conexão consigo mesmo. A sociedade foi ensinada e moldada para se relacionar com o meio de uma forma não-espiritual, enxergando que a natureza existe para proveito humano, e os animais para atender necessidades de consumo.

 

É importante enxergar que todo o progresso e o avanço científico e industrial existe e representa fatores importantes para a sociedade, mas em contrapartida, representa um déficit na construção de uma forma harmoniosa de se relacionar com o meio, de olhar mais para si através do autoconhecimento, e de desenvolver a nossa espiritualidade em unidade com a natureza.

Todos esses fatores citados acima nos compõem intrinsecamente. A natureza externa conversa com a nossa natureza interna. É através dela que conseguimos nos reconectar com a nossa mente de uma forma mais calma, sem a freneticidade do nosso dia-a-dia. A natureza manifesta vitalidade em nosso corpo, é capaz de regenerar a nossa energia.

 

Toda a força da terra e dos pés no chão funcionam como um magnetismo que provoca um descarregamento de energia, e leva embora toda a energia que não nos cabe mais. E aí, somos tomados pela força enérgica da vitalidade, que nutre todos os seres que compõem a mata, os mares, as florestas.

Essa conexão pode parecer irreal para algumas pessoas que nunca a sentiram, mas é através da espiritualidade que conseguimos alcançá-la. A espiritualidade não está presente apenas nas religiões, existem vastos caminhos para despertá-la e vivenciá-la. As religiões trazem consigo um sistema de regras, dogmas, crenças, e quem se identifica realmente com elas, podem segui-las sem problemas. Mas a espiritualidade em essência independe desses aspectos. A espiritualidade é livre, é a sua forma pessoal de se relacionar com o sagrado, com o transcendente.

É importante reconhecer que o sagrado, o transcendente, não é necessariamente Deus. Digo, não aquele Deus do cristianismo ou de qualquer outra religião. A espiritualidade transcende essa ideia, ela é livre e vasta. A sua relação com o divino pode ser feita através do contato com a natureza, ou com o contato consigo mesmo, através da meditação, pode ser também algo que te traga muito sentido, como a prática de algum esporte ou hobbie.

Tudo aquilo que te conecta com algo maior que você, pode ser chamado de espiritualidade.

O autoconhecimento é um caminho para alcançar a espiritualidade, para se conectar com a natureza. É através dele que nos tornamos conscientes da nossa totalidade, onde a perspectiva de mundo e da forma que você se relaciona com ele não fica presa ao Ego, ela amplia. Passamos a entender que somos muito mais do que os nossos gostos, muito mais do que é certo ou errado, não ficamos presos a uma ideia de identidade, pois tudo isso limita. O autoconhecimento nos dá a capacidade de perceber que estamos além de tudo isso. Somos o todo e parte dele. Somos a natureza também.

O contato com a natureza nos permite questionarmos, permite entrarmos em um contato mais profundo com o nosso Eu, ele representa um ritual de autocuidado que podemos preservar para a nossa vida. Considere perceber que você faz parte da natureza, assim como ela de você. Tudo está conectado.

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